“Tarouca tem história”
- Ana Gomes
- 21 de mai. de 2021
- 2 min de leitura
Situada no distrito de Viseu, Tarouca foi elevada a cidade a 9 de dezembro de 2004, limitado a nordeste pelo município de Armamar, a leste por Moimenta da Beira, a sudoeste por Castro Daire, a sul por Vila Nova de Paiva e a oeste por Lamego.
No seu coração localiza-se a Igreja de São Pedro de Tarouca. O seu primeiro documento data 1163, é visível na sua estrutura, pormenores do estilo românico, de transição para o gótico.

Na encosta da serra de Leomil, no sobranceiro ao vale do rio Varosa localiza-se o Mosteiro de São João de Tarouca, o primeiro da Ordem de Cister no país, fundado no ano de 1152, após a vitória de D. Afonso Henriques sobre os mouros na batalha de Trancoso. Após a extinção das Orgens Religiosas em 1834, a maior parte dos edifícios regulares foram demolidas.

Na freguesia de Ucanha localiza-se a Torre de Ucanha cujo construção foi iniciada em 1465, segundo José Leite Vasconcelos, um erudito nascido em Ucanha, as razões para a construção da ponte foram três: a defesa à entrada do couto monástico de Salzedas; a ostentação senhorial através da alta torre; e a cobrança fiscal para o mosteiro cisterciense de Salzedas.
O Mosteiro de Santa Maria de Salzedas situa-se na freguesia de Salzedas. Pertence à ordem de Cister e data do século XII.

Foi classificado Monumento Nacional em 1997 e em 2002 o Estado Português iniciou o processo de restauro dos edifícios e espólio. Em outubro de 2011 foi aberto ao público, no seu interior é possível visitar o núcleo museológico e a exposição “Fragmentos”.
O Arco de Paradela foi erguido na idade média em Valdevez, este está associado à passagem do cortejo fúnebre do Conde Dom Pedro. É um marco monumental que se ergueu para limitar o Couto do Mosteiro de São João de Tarouca e um monumento funerário construído para o túmulo de Diogo Anes, que em 1175 era o proprietário do terreno.
A Casa do Paço de Dálvares foi construída no inicio da Monarquia. Esta pertencia a D. Egas Moniz, sendo posteriormente passada aos seus descendentes.

Em 1994 a Câmara Municipal de Tarouca adquire o imóvel e inicia o processo de restauração. Nos dias de hoje é a sede da Confraria do Espumante e do Museu do Espumante da Murganheira.


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