Sismo provoca centenas de mortes no sul do país
- Ana Gomes
- 30 de out. de 2021
- 2 min de leitura
Na madrugada de hoje foi registado um sismo de 8.7 na escala de Richter e 12 quilómetros de profundidade, com epicentro em Aljezur.
Às 8h eram registadas 21 vítimas mortais dezenas de feridos e centenas de desaparecidos, em novo balanço feito pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, são indicados 261 mortos, 917 feridos graves e mais de 2000 feridos leves apenas nos distritos de Faro, Lisboa, Setúbal, Beja e Évora.
O sismo é sentido no norte de Portugal, nas regiões da Estremadura e da Andaluzia. Na Andaluzia são contabilizados 44 mortos e mais de 700 feridos. São sentidas dezenas de réplicas, o abalo mais forte foi registado às 9h11 com epicentro no mar, ao largo de Tavira e 7.6 na escala de Ritcher.
São registados danos materiais em várias localidades. O Parque Natural da Ria Formosa é destruído pela força do mar. O incendio na Refinaria de Sines coloca milhões de litros de combustível em risco, três aviões Canadair estão a apagar o fogo por via aérea, mais de 500 operacionais estão no “teatro de operações”, o fumo negro dificulta as operações dos bombeiros. A cidade portuária de Cádis está parcialmente a arder, o rei Filipe VI e o primeiro-ministro Pedro Sánchez estão a caminho do local.
É sentido o abalo sísmico a nordeste de Marrocos, são registados mais de 15 mortos na região de Tânger. A circulação marítima no Mar mediterrâneo é encerrada.
O Presidente da República interrompe a sua visita oficial à Irlanda e regressa a Portugal, o Primeiro-ministro deverá chegar a Aljezur ao final da manhã. O Governo declarou estado de calamidade e três dias de luto.
Os prejuízos em Portugal podem ultrapassar os três milhões de euros. Este foi o sismo mais violento registado em Portugal depois do terramoto de 1755.


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