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O ano zero

  • Foto do escritor: Ana Gomes
    Ana Gomes
  • 23 de out. de 2021
  • 2 min de leitura



O ano zero é marcado pelo recomeço da Europa. Inicia-se um período de dependência com o fim da hegemonia, o desmantelamento do velho sistema de relações internacionais, o equilíbrio entre as grandes potencias europeias.

A derrota militar francesa em 1940 frente à Alemanha nazi, a Itália não recebe nada através das negociações de paz, a Alemanha sai do pós-guerra completamente destruída e culpabilizada, o Reino Unido vê a sua marinha, aviação e recursos financeiros esgotados e sem forma de sobreviver sem apoio.

As consequências das guerras nestes países leva assim à necessidade da criação de uma ligação entre nações, para que assim a Europa seja reerguida e sustentável. Esta ideia é de origem francesa em 1944 com a chefia de Charles de Gaulle do governo, com o intuito de recuperar a grandeza da França.

Para este reerguer coletivo é necessário enfrentar diversas dificuldades como a situação da Alemanha, a falta de vontade por parte do Reino Unido em fazer um papel relevante na reorganização internacional da Europa, a possibilidade de uma desestabilização continental (com o potencial renascimento da Alemanha e de uma ameaça soviética), as dificuldades económicas e sociais internas.

A Europa das Nações, cujos sentimentos nacionalistas levaram a duas guerras mundiais durante o último século, estava observando que o federalismo dos EUA, era uma possível solução para forjar uma Europa unida.

No campo econômico, podemos destacar a formação da União Europeia, formada entre as nações capitalistas da Europa Ocidental, e do Comecon, formado pelas nações socialistas do leste europeu; no campo militar, por sua vez, podemos destacar a Organização do Tratado do Atlântico Norte, liderada pelos EUA, e o Pacto de Varsóvia, liderado pela URSS.

 
 
 

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